Memorial Virtual

Memorial virtual feito com intuito de exibir os resultados das atividades desenvolvidas em sala de aula, na Escola Estadual Padre Alfredo Haasler, solicitado pelo professor Marcone Denys dos Reis Nunes e Dolores Bastos, como avaliação parcial do componente curricular Estágio Supervisionado em Geografia III, do curso de Licenciatura plena em Geografia, no 7º semestre. UNEB - Universidade do Estado da Bahia, campus IV.

PROJETO DE ESTÁGIO

TÍTULO: A ressignificação da visão do estudante do ensino fundamental sobre o os conceitos de África e africanidade   
 
INTRODUÇÃO:  
Tem-se a necessidade de conhecer as origens brasileiras, a falar do papel importante do negro nesse processo. Dando uma visão mais ampla. Fazer o aluno entender que os africanos negros antes de chegarem aqui no Brasil tinham suas terras, suas culturas. Muitos até mesmo eram filhos de guerreiros representantes das aldeias. O importante é desfazer “mitos” que se criaram no decorrer dos anos com a visão escravista sobre os africanos negros. 

JUSTIFICATIVA:  
Acreditamos que é de grande importância para os alunos, compreender o espaço geográfico no qual se encontram inseridos, ou seja, compreender sua origem, sua identidade e realidade, possibilitando que identifiquem problemas e nela interfiram de maneira mais crítica e consciente.

OBJETIVO: 
Analisar o continente africano em seus diferentes aspectos, visando a desmistificação dos estereótipos criados através do processo de colonização e desenvolvimento cultural do Brasil.

REFERENCIAL TEÓRICO:
A Geografia tem fundamental importância no processo de entendimento de mundo. O ensino analítico desta ciência é o caminho para a desconstrução destas formas hierarquizantes e preconceituosas de enxergar o mundo. Consideramos que a Geografia está pautada na idéia do aprendizado e entendimento para que o alunado tenha subsídios cabíveis para conhecer e posicionar-se no mundo. Construir essas possibilidades tanto para quem ensina quanto para quem aprende é um exercício reflexivo de inserção de humanidade na educação. Para posicionar-se no mundo o individuo precisa conhecê-lo. Através do estudo da Geografia é preciso abordar o continente africano não apenas pela descrição do espaço ou pela historicidade dos acontecimentos na África pela visão do europeu.
Cada vez mais confirmaremos que, para entender o Brasil, é preciso conhecer e compreender a África. E ao aceitarmos esse desafio fatalmente teremos que nos posicionar diante das condições reais vividas hoje por vários países africanos, fruto de um processo truculento de colonização e exploração. Em tempos de globalização, em que denúncias sobre a situação da miséria no continente têm sido feitas incessantemente, não há como continuarmos considerando a África como matriz estética de vários movimentos da arte e de cultura contemporâneo e, ao mesmo tempo, ignorarmos o drama de exclusão e miséria imposto ao povo africano.

METODOLOGIA: 
O método de abordagem utilizado será o qualitativo-quantitativo para possibilitar o melhor aproveitamento por parte dos alunos através da integração das abordagens. Entendemos que a realização de trabalhos focados nos dois métodos de abordagem trará melhores resultados tanto para o aprendizado do aluno quanto a nossa percepção, enquanto estagiárias, sobre o conhecimento construído.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
GOMES, Nilma Lino. Cultura negra e educação. Belo Horizonte. Revista Brasileira de Educação, n. 23,maio/jun/jul/ago , 2003.
PEREIRA, Luana Nascimento Nunes. O ensino e a pesquisa sobre África no Brasil e a lei 10.639. Ano 3 – nº 11, 2010.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
SAMPIERI, R. H; COLLADO, C. F; LUCIO, P. B. O processo de pesquisa e os enfoques quantitativo e qualitativo: rumo a um modelo integral. In: Metodologia de Pesquisa. 3 ed. São Paulo: McGraw Hill, 2006. p. 04 – 20