INTRODUÇÃO:
Tem-se a necessidade de conhecer as origens brasileiras, a falar do papel importante do negro nesse processo. Dando uma visão mais ampla. Fazer o aluno entender que os africanos negros antes de chegarem aqui no Brasil tinham suas terras, suas culturas. Muitos até mesmo eram filhos de guerreiros representantes das aldeias. O importante é desfazer “mitos” que se criaram no decorrer dos anos com a visão escravista sobre os africanos negros.
Acreditamos que é de grande importância para os alunos, compreender o espaço geográfico no qual se encontram inseridos, ou seja, compreender sua origem, sua identidade e realidade, possibilitando que identifiquem problemas e nela interfiram de maneira mais crítica e consciente.
OBJETIVO:
Analisar o continente africano em seus diferentes aspectos, visando a desmistificação dos estereótipos criados através do processo de colonização e desenvolvimento cultural do Brasil.
A Geografia tem fundamental importância no processo de entendimento de mundo. O ensino analítico desta ciência é o caminho para a desconstrução destas formas hierarquizantes e preconceituosas de enxergar o mundo. Consideramos que a Geografia está pautada na idéia do aprendizado e entendimento para que o alunado tenha subsídios cabíveis para conhecer e posicionar-se no mundo. Construir essas possibilidades tanto para quem ensina quanto para quem aprende é um exercício reflexivo de inserção de humanidade na educação. Para posicionar-se no mundo o individuo precisa conhecê-lo. Através do estudo da Geografia é preciso abordar o continente africano não apenas pela descrição do espaço ou pela historicidade dos acontecimentos na África pela visão do europeu.
Cada vez mais confirmaremos que, para entender o Brasil, é preciso conhecer e compreender a África. E ao aceitarmos esse desafio fatalmente teremos que nos posicionar diante das condições reais vividas hoje por vários países africanos, fruto de um processo truculento de colonização e exploração. Em tempos de globalização, em que denúncias sobre a situação da miséria no continente têm sido feitas incessantemente, não há como continuarmos considerando a África como matriz estética de vários movimentos da arte e de cultura contemporâneo e, ao mesmo tempo, ignorarmos o drama de exclusão e miséria imposto ao povo africano.
METODOLOGIA:
O método de abordagem utilizado será o qualitativo-quantitativo para possibilitar o melhor aproveitamento por parte dos alunos através da integração das abordagens. Entendemos que a realização de trabalhos focados nos dois métodos de abordagem trará melhores resultados tanto para o aprendizado do aluno quanto a nossa percepção, enquanto estagiárias, sobre o conhecimento construído.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
GOMES, Nilma Lino. Cultura negra e educação. Belo Horizonte. Revista Brasileira de Educação, n. 23,maio/jun/jul/ago , 2003.
PEREIRA, Luana Nascimento Nunes. O ensino e a pesquisa sobre África no Brasil e a lei 10.639. Ano 3 – nº 11, 2010.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
SAMPIERI, R. H; COLLADO, C. F; LUCIO, P. B. O processo de pesquisa e os enfoques quantitativo e qualitativo: rumo a um modelo integral. In: Metodologia de Pesquisa. 3 ed. São Paulo: McGraw Hill, 2006. p. 04 – 20